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O duo XAXIM acaba de lançar seu primeiro EP, Praii, via Sonido Trópico

O duo XAXIM acaba de lançar seu primeiro EP, Praii, via Sonido Trópico

O duo XAXIM acaba de lançar seu primeiro EP, Praii, via Sonido Trópico

Falamos com Dudu Marote e Fabião Soares, os criativos por trás do projeto.

via Assessoria de Imprensa

Espiritualidade, criatividade, excentricidade e muita vitalidade! É difícil resumir o que é o XAXIM em poucas palavras, muito mais fácil apresentá-los colocando as cartas na mesa, ou melhor, seu som pra tocar. Dudu Marote e Fabião Soares estavam trabalhando a alguns meses no seu primeiro EP, Praii, lançado na última sexta (14) com a assinatura da Sonido Trópico.

Leia o review que fizemos de “Calor Da Rua (XAXIM Remix).

O disco tem 7 faixas no total, sendo: os dois singles já lançados antecipadamente, três novos remixes da faixa “Pó de Guaraná (Caiporas e Armadilhas)” produzidos por Carrot Green, Oxhalá e Kajan Chow, e outras duas produções originais compostas pela dupla, “Doula” e “Aruanda”.

Incluir aqui link de audição oficial [deve entrar no Spotify deles]

Aproveitando o momento, nós batemos um papo com essas duas figuras para conhecer mais a fundo o surgimento do projeto e entender melhor o que faz parte da essência musical do XAXIM:

DJ MAG BRASIL: Olá, Dudu e Fabião! Tudo bem? Obrigado por nos atender. O projeto XAXIM já nasceu de maneira muito original e espirituosa, conectando música, tecnologia e natureza. O insight responsável por isso aconteceu no Dekmantel de 2018, não foi? Expliquem melhor como foi isso?
Dudu Marote: Fabião e eu temos uma irmandade de muitos anos. Nosso principal assunto sempre foi música. Já vínhamos curtindo uma sonoridade que juntava ritualística, beats com influências afro-brasileiras, culturas ancestrais e uma pista delícia. Estávamos juntos no Dekmantel 18’ assistindo a um set do Carrot Green quando veio a vontade de concretizar um projeto juntos. Criamos o XAXIM e naturalmente foram saindo os sets e as faixas.
DJ MAG BRASIL: Quando exatamente o projeto passou a ser mais do que uma ideia? Quais foram os primeiros passos para fazer o XAXIM ganhar a luz do dia?
Fizemos uma festa-teste no centro de São Paulo para os amigos, pensamos: ‘vamos ver no que vai dar’. Mais ou menos umas 100 pessoas estiveram lá e todo mundo chapou, isso nos encorajou e logo começamos a fazer as primeiras faixas. “Pó de Guaraná” já surgiu nesse começo e a sequência foi natural…

DJ MAG BRASIL: O passado profissional de cada um de vocês é certamente invejável. Dentre tantas experiências/aprendizados, quais vocês trouxeram e conseguiram aplicar nos trabalhos com o XAXIM?
Dudu Marote: Pra mim, a minha conexão com os ritmos africanos e do Caribe — incluindo a Jamaica, que vem desde os anos 90 e da produção do álbum “Calango”, pro Skank. Recentemente as faixas que tenho produzido para o BaianaSystem também. Além da experiência de anos de música eletrônica, claro. Fabião é DJ desde a adolescência, mais tocando em festas private.

As experiências dele com grandes eventos cheios de conceito como a abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro, a condução de apresentações do Blue Man Group de Nova York e recentemente os shows atuais do Alok que estrearam a partir do último Rock in Rio, deram numa somatória de ideias e conceitos que ele quis também por em prática no XAXIM.
DJ MAG BRASIL: Uma pergunta mais pessoal para cada um de vocês: quais as principais características individuais que foram fundamentais para que essa união desse certo? Tanto pessoalmente como profissionalmente.
Estamos num momento muito interessados em ancestralidades. Sejam da África, de todas as Américas, incluindo o pré-Brasil, da Ásia. E ambos numa reforma pessoal sempre em busca de um equilíbrio. Com isto, tudo que fazemos profissionalmente tem refletido essa escolha e o XAXIM é um dos caminhos a trilhar.
DJ MAG BRASIL: Musicalmente, a sonoridade do projeto é bastante peculiar. Existem artistas que serviram de base ou mesmo como inspiração para que as ondas sonoras do XAXIM alcançassem essa singularidade?
A nossa associação com a Sonido Trópico foi natural e veio justamente da sonoridade que eles vinham trazendo há algum tempo, principalmente o Spaniol, tendo interações com o Nicola Cruz, do Equador, e o artista Castello Branco, aqui do Brasil.

Mas nada na música eletrônica é estático e ultimamente temos trazido outros elementos de pista. Buscamos uma certa minimalização dos arranjos sem perder nossos conceitos. Diversificar mais as sensações e em alguns momentos uma pista um pouco mais rápida, ainda abaixo dos 120 BPM.

DJ MAG BRASIL: Antes do lançamento oficial do EP vocês soltaram Pó de Guaraná e Calor Da Rua. Na opinião de vocês, quais os principais contrastes e semelhanças entre elas?
Pó de Guaraná faz parte da fundação do nosso som. Conexão com a ritualística, ancestralidade, pista delícia e ao mesmo tempo com o dub e o sound system no vocal mágico da MC Laylah Arruda. Já Calor Da Rua é visceralidade pura e foi feita por uma oportunidade. É um remix da banda Francisco El Hombre e eles curtiram tanto que chamaram o Dudu pra produzir o novo single deles que acabou de sair, Matilha.
DJ MAG BRASIL: O disco foi assinado pela Sonido Trópico, label que conversa bastante com o perfil criativo do XAXIM. Na opinião de vocês e com a experiência que cada um possui, qual é a importância da escolha/seleção de uma label para o lançamento de um trabalho? Obrigado pela conversa!
Mais do que encontrar um label cremos que é fundamental interagir num coletivo que esteja sempre contigo. Não só suas dúvidas de carreira mas como também um impulsionamento artístico-criativo entre todos do coletivo. Estar na Sonido tem sido incrível e esperamos fazer muito mais coisas com eles.


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