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Davis relembra os 5 lugares mais surpreendentes por onde já tocou

Davis relembra os 5 lugares mais surpreendentes por onde já tocou

Davis relembra os 5 lugares mais surpreendentes por onde já tocou

Cada lugar mais fascinante que o outro!

via Assessoria de Imprensa

A galera clubber tá acostumada a viver as melhores experiências audiovisuais na pista, mas não pense que apenas aqueles que estão dançando em meio à multidão são os que se divertem, os próprios DJs que regem o tom de vibração da festa também sentem aquele sentimento que arrepia e extasia o corpo. Quem pode falar um pouco melhor sobre isso é o DJ e produtor Davis, um dos grandes nomes da cena eletrônica underground brasileira, muito reconhecido também internacionalmente por alguns apresentações de tirar o fôlego.

Por aqui, ele mantém presença constante na dinâmica cena de São Paulo, movimentando não apenas os quadris e os pés do público, mas também agitando a cidade através de suas ideias. Ao lado de Zopelar e Marcio Vermelho, ele deu vida à ODD, uma empreitada artística que ajudou a transformar o cenário criativo da cidade; com a In Their Feelings, cede espaço aos novos talentos e prevê uma nova fase da gravadora no próximo ano.

Mas hoje o papo com Davis é sobre sua presença nas cabines, ou melhor, sobre algumas das experiências mais marcantes que ele já vivenciou enquanto regia a pista como um maestro. Com a palavra, Davis:
1. Panorama Bar — Berlim
É difícil descrever essa experiência, sempre muito incrível tocar no Panorama, mas sabe o que torna o momento ainda mais inesquecível? Ver seus amigos na pista. A primeira vez que me apresentei lá foi especial. Além da ansiedade de tocar num lugar que eu desejava tanto, eu contei com a presença de vários amigos e conhecidos.

Lembro de um momento muito louco, foi durante a última hora do meu set, estava tocando uma das faixas do meu recém lançado disco pelo selo do Robert Johnson, Metal Clouds, e no exato momento do break, as persianas (controladas pelo light jockey) foram abertas, a luz do sol invadiu a pista e a atmosfera que se criou ali foi algo inexplicável, um momento marcante para mim.
Panorama Bar
2. Robert Johnson — Offenbach
Considero o Robert Johnson a minha segunda segunda casa, tão especial tocar lá quanto na ODD. Eu já toquei no RJ algumas vezes, e todas foram muito desafiadoras, porém na mais recente eu dividi a noite com Ata, excelente DJ, fundador do club e uma pessoa extraordinária. Ter um ALL NIGHT com o Ata com certeza foi marcante. Foi o reconhecimento do trabalho desses anos, a construção da minha relação com o público local, foi um momento muito acolhedor e especial.
Robert Johnson pista
3. DGTL Amsterdam
Ah, essa gig foi muito classe! Primeiro, pela relevância do convite feito pelo Resident Advisor, e segundo pela magnitude do festival. A pista em formato de Domo, 360 graus, o sistema de som e a iluminação foram impactantes, eu não tinha muita ideia do que eu ia encontrar ali dentro. Tava rolando um fervo quando eu cheguei, mas um pouco antes de eu me apresentar rolou um problema técnico e eles tiveram de reiniciar o sistema de som e luz, o que acabou esvaziando pista.

Quando comecei meu set, tive que construir uma atmosfera praticamente do zero, mas não demorou para o fervo acontecer novamente. Lembro que naquele set eu toquei a primeira faixa do My Girlfriend (Pedro Zopelar & Benjamin Sallum), House Hole, e a pista explodiu. Muita alegria!
Davis DGTL Amsterdam

4. Melt Festival — Gräfenhainichen
Um dos Festivais mais tradicionais da Alemanha, toquei no palco “Sleepless Floor” – que rola 72h ininterruptas. O Melt é aquilo, você chega fica impressionado com o local, é incrível. Ferropolis, é um museu de máquinas gigantes, a céu aberto, guindastes, gruas, realmente impressionante.

Já na chegada dá para sentir o ‘clima de rave’. Lembro que passei pelo acampamento, vi toda aquela multidão de gente… chega a ser indescritível, só indo lá para entender. Toquei no final de tarde, ao pôr do sol. Logo depois de tocar, fui conhecer um pouco dos outros palcos e fiquei encantado o quanto as pessoas eram amorosas e receptivas.
Melt Festival 2017 - Davis
5. Zur Klappe — Berlim
Esse club, em Kreuzberg, é um banheiro público subterrâneo que foi repaginado. Klappe quer dizer algo como ‘banheiro público adequado para o sexo’. Antigamente os gays se encontravam nesse lugar pra transar escondido (por conta do preconceito e perseguição). O pico é minúsculo, portanto, bastante disputado, pois os lineups são muito expressivos. Como por exemplo a noite mensal da Dystopian (do Rodhåd). Esse ano toquei lá numa noite de house chamada “Tears in Rain”, dividindo o palco com Anthea e Dorian Paic, foi bem foda.
Zur Klappe — Berlim


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