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Colyn mostra que o “Amor” guia sua carreira artística

Colyn mostra que o “Amor” guia sua carreira artística

Colyn mostra que o “Amor” guia sua carreira artística

Confira a entrevista exclusiva que fizemos com o holandês antes de sua estreia pelo Brasil.

via Assessoria de Imprensa

O DJ e produtor holandês Ewout Colyn é um artista em ascensão que viu sua carreira decolar após a estreia pela Afterlife com a track “Amor”, uma das 20 faixas do VA Realm Of Consciousness IV, lançado em junho de 2019.

Dois meses depois, ganhou uma nova oportunidade e soltou um EP de quatro faixas que o consagrou como um artista que merecia de fato fazer parte do time da Afterlife; a track “Resolve” foi muito aclamada pelo público e pela mídia especializada, somando mais de 1,3 milhões de reproduções apenas no Spotify.

Colyn ainda é uma cara nova para muitos clubbers e fãs da Afterlife, mas com certeza isso deve mudar em pouco tempo, já que o artista tem apresentado uma assinatura cada vez mais sólida e madura. Ele é um dos confirmados para o showcase da Afterlife na ARCA, em São Paulo, dia 14 de março, e estará acompanhado dos headlabels Tale Of Us, Adriatique, ANNA e Denis Horvat; antes disso, ele toca ainda no Clube Inbox, na sexta (13).

Além de seu debut no país, ele acabou de lançar o EP Concepts Of Love pela label de Rufus du Sol, a Rose Avenue. Nós trocamos algumas figurinhas com esse super artista para saber um pouco mais sobre sua carreira e momentos-chave de sua trajetória até aqui.
DJ MAG BRASIL: Olá, Ewout! Tudo bem? É um prazer falar com você. Acredito que essa é sua primeira entrevista para o Brasil… você também nunca esteve no nosso país, certo? Qual é o sentimento que bate antes de sua estreia por aqui?
Colyn: Olá! Estou muito bem e sim, de fato é a minha primeira entrevista brasileira. Nunca estive no Brasil, mas estou muito animado. Já ouvi ótimas histórias de colegas sobre as pistas que existem aí, então acho que será uma grande experiência.
DJ MAG BRASIL: Essa é, de fato, uma das coisas que a música nos proporciona: conhecer novos lugares, pessoas e histórias… Como você se sente vendo seu nome e suas produções chegando a diferentes partes do globo, para diferentes públicos?
Colyn: É incrível, às vezes até um pouco surreal. A perspectiva de viajar o mundo para mostrar meu som para pessoas abertas é algo com que eu sempre sonhei, sempre trabalhei para isso, mas consciente de que não havia garantias. Trabalhei duro e tentei aproveitar ao máximo as oportunidades que tive.
Colyn - Afterlife Showcase
DJ MAG BRASIL: “Amor”, lançada em junho do ano passado pela Afterlife, realmente foi o turning point da sua carreira, certo? Muitos suportes, parte da trilha do aftermovie do Tomorrowland… Tem como falar um pouco pra gente sobre o processo de produção dela? Qual a mensagem que você buscou transmitir com essa música?
Colyn: Sim, “Amor” foi definitivamente um grande lançamento para mim. Foi minha estreia na Afterlife, além de uma música que ultrapassou os limites do que eu já havia feito antes. A música é realmente sobre tirar fragmentos que não são importantes e garantir que os elementos principais brilhem. É e sempre foi sobre amor, daí vem o título, mas não exatamente sobre o amor entre duas pessoas.
Para mim, parece mais sobre um amor nostálgico por todas as coisas que estão ao seu redor, que você experimenta quando criança… a incapacidade de ver os lados mais corrompidos e sombrios do mundo em que vivemos, pois você ainda é puro.
DJ MAG BRASIL: Isso acabou abrindo muitas portas para você, tanto que, dois meses depois, recebemos o EP Resolve assinado novamente pela Afterlife. Como é sua relação com os caras do Tale of Us e os demais artistas que fazem parte do selo? Existe uma relação de amizade além do trabalho duro?
Colyn: Para mim, as amizades tem que crescer de forma orgânica, assim tem sido com Tale of Us e outros artistas do selo. Neste momento, considero Tale Of Us e os outros artistas como bons amigos. Tem alguns que encontro sempre em turnês, essa é uma forma legal de nos conhecermos e sairmos juntos.
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DJ MAG BRASIL: Certo… gostaria de saber também se existem projetos ou artistas — mesmo que de fora da música eletrônica — que você admira em termos de produção criativa… Quem você citaria?
Colyn: Gosto muito de perceber o desenvolvimento que Bon Iver tem despertado em seu novo álbum. Particularmente, acho sua música “Holyfields” muito boa, até a editei para tocar em meus sets de vez em quando. Li em uma entrevista que Bon Iver produziu quase toda a música com o synth Teenage Engineering OP1. De fato ele tentou ultrapassar algumas barreiras com isso.

DJ MAG BRASIL: E dentro do nosso universo, qual produtor musical tem mais chamado a sua atenção ultimamente e por quê?
Colyn: Acho que há muitos produtores que estão entregando música incríveis. É muito difícil citar apenas 1 ou 2, mas se for preciso… Coeus está indo muito bem. Música pura com uma sensação de groove e melodia que eu gosto muito. Além dele, Marino Canal tem apresentado belas músicas recentemente. Uma atmosfera mais emocional e ilusória, mas é algo que ele está fazendo muito bem.


DJ MAG BRASIL: Você lançou algums lançamentos bem interessantes nesse início de 2020. Fale um pouco mais pra gente sobre eles?
Colyn: Comecei o ano com um remix para o novo álbum de Joris Voorn, o que foi um projeto realmente legal para se trabalhar. Além disso, acabei de lançar um novo EP na gravadora de Rufus du Sol, Rose Avenue. Concepts Of Love EP é composto pela faixa título e uma collab com meu irmão Maurits “Running”. Estou muito feliz por finalmente lançá-los após testar no meu Afterlife Voyage.

DJ MAG BRASIL: Para finalizar: sabemos que você busca criar sets distintos a cada apresentação. Então, quando você está discotecando, qual é seu objetivo principal com os que estão na pista? Fazê-los se divertir ao máximo naquele momento ou criar algo que eles lembrarão para o resto da vida? Obrigado pelo seu tempo!
Colyn: Obviamente, a receita nunca é a mesma. Depende de muitos fatores. O público, o horário, a atmosfera, o local… Todas essas coisas são levadas em consideração quando estou selecionando discos no palco.

A espinha dorsal dos meus sets, eu diria que 70-80%, são minhas faixas originais. Isso facilita a transição de atmosfera, pois eu conheço quase todas as músicas como a palma da minha mão. A mudança pode ser feita sem pensar demais.

Ansioso para criar essa jornada musical no Brasil, aguardo vocês nas pistas!


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