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Fundador da Privilège Brasil fala sobre a morte do DJ Sandro Valente

Morreu no último sábado, 29 de fevereiro, o DJ Sandro Valente, um dos residentes das filiais da Privilège em Búzios e Juiz de Fora. Ele sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e foi internado em um hospital de sua cidade natal, Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro, onde permaneceu por três dias mas não resistiu, deixando a esposa e um filho aos 45 anos.

A residência de Sandro na Privilège começou em 2003, na época, substituindo o DJ Marley ao lado de Marquinhus SP, por lá desde a fundação. “É de uma tristeza absoluta”, expressa Octávio Fagundes, fundador do Grupo Privilège Brasil, sobre a perda do DJ. “Vai muito além do trabalho, virou família. Só o tempo vai fazer passar”, comentou à Phouse

Para o empresário, nenhum outro DJ teria os atributos para assumir seu lugar nas cabines do clube. “Ninguém vai conseguir substituir o Sandro Valente. O Privilège hoje tem um DJ residente e assim continuará. Falo com muito pesar e peço para estar errado, mas eu enxergo hoje o Marquinhus SP como o último grande DJ residente de um clube importante no país”, afirmou.

“O DJ residente está presente em todas as noites, tem que ser completo musicalmente e também na parte técnica, para que a gente tenha sempre um soundsystem perfeito”, continuou Octavio. “Não há uma noite do Privilège sem um dos nossos residentes. Como são dois clubes, Sandro Valente sempre estava em um e Marquinhus SP em outro. Quando só abria um, os dois estavam nele”, completou.

O fundador lembra que os dois participaram ativamente da construção da identidade sonora da Privilège no Brasil: “Eu fazia viagens para Ibiza, voltava com uma mala de CDs e a gente passava as madrugadas ouvindo todas as músicas e selecionando aquelas que a gente queria para que o Privilège estivesse sempre na vanguarda”.

Segundo Octavio, B2Bs de Sandro Valente e Marquinhus SP foram responsáveis por introduzir os long sets no clube manhã adentro. “O Priviège fechava às 07h, e aí eles tocavam para o nosso staff, porque só trabalhava no clube quem amasse a música eletrônica. Depois foram ficando os amigos, os clientes e a gente passou a não ter hora para encerrar”, continuou Octavio.

Ainda buscando superar a falta, Octavio transmite uma mensagem esperançosa: “A tristeza vai se transformar em saudade e vamos ter sempre na memória os momentos de alegria, bom astral e boa música que vivemos. Nosso trabalho é fazer as pessoas felizes, celebrar a vida inclusive nesse momento trágico. Essa é a melhor maneira de lembrar e honrar o Sandro Valente e sua história no Privilège Brasil”.

* Matheus Mariano é colaborador da Phouse.

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