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Crescendo na cena, Traffic Jam fala sobre conquistas e planos para 2020

Crescendo na cena, Traffic Jam fala sobre conquistas e planos para 2020

Crescendo na cena, Traffic Jam fala sobre conquistas e planos para 2020

Ele será responsável por abrir a pista para Tiga, no Carnaval do Warung Beach Club.

via Assessoria de Imprensa

A capital paranaense possui mais de 1,9 milhões de habitantes de acordo com a estimativa populacional calculada pelo IBGE, em 2018. Curitiba é dona de uma rica vida noturna e, se tratando de música eletrônica, sem dúvidas possui uma das cenas mais sólidas do país. É de lá que vem o nosso entrevistado de hoje, Joao Pedro, conhecido muito mais por seu nome artístico, Traffic Jam.

O projeto, que surgiu em meados de 2010 em parceria com Albuquerque, hoje é comandado apenas por Joao, que tem conseguido direcionar cada vez mais holofotes para sua carreira, principalmente no Brasil, mas também internacionalmente. Hoje ele é parte do coletivo Radiola e nome frequente nas principais festas de Curitiba, sem contar sua passagem por Warung, D-EDGE e Beehive. 2019 foi um dos melhores anos de sua carreira, mas essa nova temporada promete ser ainda mais animadora. O porquê está logo abaixo, em mais uma entrevista exclusiva da DJ Mag:
DJ MAG BRASIL: Olá, Joao! Tudo bem? Obrigado por falar com a gente. Já são praticamente 10 anos de trabalho como Traffic Jam, mas suas maiores conquistas aconteceram principalmente nos últimos dois/três anos, certo? Suas metas traçadas lá no início tem sido atingidas? Como você tem trabalhado para alcançá-las?
Olá! Eu que agradeço o espaço com vocês. O projeto tem 10 anos quase, mas foi levado como hobby até três anos atrás quando entrei 100% e comecei a trabalhar exclusivamente com isso. Desde então tenho minhas metas de lugares que almejo tocar e de gravadoras que quero lançar. Primeiramente, desenvolver um trabalho sólido, sempre tendo material para lançar, sejam eles sets ao vivo, mixes para podcasts ou faixas próprias.

Então, partir para os objetivos de lugares que queira tocar, tentar entender a demanda de cada clube/festa, entender o contexto em volta do evento. Gosto muito, se possível, ir conhecer a festa pessoalmente. Nos lançamentos, a estratégia pode se dizer parecida, mas tenho buscado mais identidade nas minhas produções, focando os lançamentos na gravadora que faço parte, Radiola, e então almejar outras de fora.
Traffic Jam e Albuquerque - Warung
DJ MAG BRASIL: Você é um DJ que assume diferentes momentos de uma noite e tem a versatilidade como uma de suas armas. Na sua rotina existe um momento dedicado apenas para pesquisa musical? Como funciona isso para você?
Sim, separo um tempo quase todos os dias para a pesquisa. Geralmente em três partes: a primeira ouvindo sons diferentes através de sets/podcasts, YouTube e Spotify. Fico atento com o que está rolando e vou anotando algumas referências de artistas e labels. A segunda parte é a pesquisa em si, através das plataformas de vendas, além de já ter uma base de artistas e labels que sigo, sempre vou navegando por coisas novas. Por último tem as minhas músicas que venho juntando nos últimos 10 anos, tenho uma boa organização delas e sempre dou uma pesquisada.
DJ MAG BRASIL: Seu envolvimento com a turma do Radiola vem desde o surgimento do coletivo, logo depois que você criou o Traffic Jam. Essa relação com a label influenciou a identidade sonora que você possui hoje?

Com certeza, principalmente pela troca de informações com os fundadores, Guilherme Assenheimer (Haustuff), Albuquerque e com os outros participantes/residentes do núcleo. Todos temos em comum a House Music como base musical, sendo que cada artista direciona para sua identidade com os inúmeros subgêneros, mas todos com o mesmo ideal: um som voltado para a pista de dança.

Minha ideia também está ligada a isso, House Music contemporânea para pista de dança. Além de manter minha base, que foi o Progressive House — estilo que predominava no Warung, club que mais frequentei, frequento e é minha maior escola — gosto muito de explorar o grande espectro que a House Music oferece, variando de acordo com o local que eu toco, horário, tempo de set, meu estado de espírito e referências do momento. Pode ser mais melódico, tech/minimal ou deep, tudo dependendo do que eu acredito, mas gosto muito de misturar sem deixar ficar muito “flat”.

Para resumir: algo moderno, House e sub-gêneros que vão fazer você dançar sem uma definição de qual estilo vai decorrer o set, mas com a certeza que o groove estará presente independente do gênero.

DJ MAG BRASIL: No início deste ano seu nome novamente estampou o cartaz do Warung Beach Club, desta vez sendo escalado para uma das datas mais importantes do club, o Carnaval. Podemos considerar como a gig mais importante da sua carreira até aqui?
Definitivamente a mais importante até agora. Tenho uma relação especial com o club, foi lá que aprendi muito sobre música, fiz grandes amigos e vivi grandes momentos. Então cada gig lá tem um significado ainda maior para mim, adoro essa ansiedade e pressão saudável que coloco em cada apresentação minha no Warung, sempre buscando dar o meu melhor e levar algo novo ao público.
Traffic Jam - PK (14)
DJ MAG BRASIL: Na cabine, além de você, estarão Tiga e Seth Troxler. São artistas que fazem parte da sua trajetória artística? Como você se sente sendo o brasileiro responsável pelo warm up da noite no Garden?
Tiga tem produções marcantes que extrapolam o meio “underground”, Seth Troxler dispensa comentários, é um DJ referência para quase todos que seguem essa profissão. Sinto-me honrado e grato com a oportunidade, meu grande objetivo vai ser preparar a noite da melhor forma possível para esses dois headliners de peso fazerem uma festa épica.
DJ MAG BRASIL: Apesar da sua consolidação como DJ, sabemos também que há planos para intensificar seu lado como produtor musical. O que podemos esperar de novidades nos próximos meses? O que você ainda não fez que gostaria de fazer num futuro breve?
Creio que essas trajetória é natural para ampliar seu espectro artístico, afinal, suas produções próprias serão o que irá definir melhor sua identidade ao público e a si mesmo. Pensando nisso, passei alguns meses pesquisando e refinando minhas referências para ter bem claro o que quero produzir e agora vou por em prática, com diversos lançamentos esse ano. Tenho trabalhado muito em produções próprias, ainda não fiz remixes, então seria algo que gostaria de explorar num futuro próximo.

DJ MAG BRASIL: Para finalizar: quais os três principais ingredientes que não podem faltar para fazer uma noite ser memorável, tanto para você como para o público? Obrigado!
Um bom sistema de som, um bom DJ e um público aberto a ouvir e a dançar muito.


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