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A vida como ela é: inspire-se com a entrevista de Ella De Vuono

A vida como ela é: inspire-se com a entrevista de Ella De Vuono

A vida como ela é: inspire-se com a entrevista de Ella De Vuono

Uma dose de motivação para o seu fim de semana!

via Assessoria de Imprensa

Muitos artistas da cena eletrônica são conhecidos pela técnica, pelo visual, presença de palco, carisma… mas tem uma pessoinha aqui mesmo, no Brasil, que é reconhecida por todos os aspectos acima e mais uma dezena de outros: Ella De Vuono. Quem já a viu na pista, fazendo aquilo que mais ama e sabe fazer de melhor, sem dúvidas vai concordar com a gente.

Quando está discotecando, seja com seus quatro decks ou deslizando as mãos pelos toca-discos, Rafaella consegue encantar e a todos com seu repertório, feeling e técnica avançada, mas ela tem muito mais que isso para mostrar. No ano passado, após desbancar centenas de DJs e conquistar o 1º lugar do BURN Residency Brasil, a artista pode gravar um mini documentário que mostra um pouco dos bastidores de sua vida.

Abaixo você confere o vídeo e também pode se inspirar na entrevista super bacana que fizemos com Rafa:

DJ MAG BRASIL: Ella! Tudo bem? É um prazer falar com você. 2019 foi um ano e tanto, né? Gigs inesquecíveis, 1º lugar no BURN Residency e também um amadurecimento da sua estética sonora na produção. Algum objetivo ainda ficou de fora?
Olá!! Tudo bem não está, mas vai ficar quando o mundo voltar nos eixos… 2019 foi muito importante para minha carreira, nenhum objetivo ficou de fora, eu fiz tudo que tinha planejado para o ano e até mais, então estou super satisfeita. Agora, claro, trabalhando para os objetivos desse ano.
Ella De Vuono - Levels 2
DJ MAG BRASIL: Já que tocamos no trabalho de estúdio… você terminou seu home studio, finalizou algumas tracks nos últimos meses, soltou “Assédio” antes do Carnaval e mais recentemente um single com o Spuri. Devemos ouvir coisas novas em breve? O mais está planejado?
Ouvirão sim! Tem a “Brisa” que vai sair em um V.A, ao que tudo indica ainda esse semestre. Ainda devo lançar, pelo menos mais outras duas tracks no segundo semestre, mas ainda não tenho datas e nem ao certo quais tracks serão.

Além disso estou fazendo a curadoria de uma compilação que vai sair no fim do ano por uma label muito bapho, que já estou morrendo de orgulho, pois estou juntando um time lindo de artistas.
DJ MAG BRASIL: Dos estúdios para as pistas. Você foi a primeira mulher a conquistar residência na Carlos Capslock. Além de dividir a cabine com grandes artistas, como o DJ Hell, o que mais essa posição te rendeu de mais significativo?
Com certeza a experiência que só a Capslock proporciona. Tocar nessa festa não é apenas uma realização, mas um deleite para o artista. Não é à toa que DJ Hell pediu para tocar lá, que Danny Daze e Bloody Mary se apaixonaram pela Carluxo. Além disso, ser residente na Carlos Capslock me trouxe mais visibilidade e respeito com certeza, e com isso, mais gigs!

DJ MAG BRASIL: Nós temos percebido uma presença maior das mulheres tanto nas pistas quanto nas cabines. Esse é um movimento que você também identifica? Quais artistas na sua opinião estão fazendo um trabalho fora da curva que merecem destaque?
Ah sim, com certeza! Vejo esse crescimento e fico muito feliz com ele.

Tem duas artistas que eu acho muito babadeiras, uma é a Elisa Audi que, além de ter sido minha aluna de discotecagem, também é uma baita produtora, as tracks dela são insanas e ela também tem um projeto muito autêntico com a baixista Krys Freitas chamado Mandala Vermelha.

A outra é a Guillerrrmo, os sets dela também são mega dançantes, super originais, ela tem uma vibe deliciosa, excelente pesquisa e suas produções são muito boas, bastante enraizada no oldschool e não seguem uma formulinha manjada.
DJ MAG BRASIL: Mais do que levar tua mensagem às pistas, você também compartilha um pouco da sua experiência através das aulas de discotecagem. Com o panorama atual, as práticas estão acontecendo individualmente e as teóricas de forma online… você sempre se sentiu bem na área do ensino?
No momento, não estão rolando aulas práticas individuais. Todo cuidado é pouco e o que eu mais quero é que isso tudo acabe logo, então evitar o máximo de contato possível com outras pessoas virou um dever para mim. Mas sim, quanto às aulas teóricas, estou dando aulas online e está rolando super bem!

Sempre me senti bem, sempre tive muita paciência em ensinar e fico aliviada em poder passar minha visão, meu conhecimento para os outros. Aquela ideia de “DJ que é DJ aprende sozinho” é extremamente ultrapassada, tem MUITA coisa para se aprender hoje em dia e ter um direcionamento de um profissional, separa profissionais de amadores.

DJ MAG BRASIL: Aproveitando… ficar parada não é uma opção neste momento, certo? Como você enxerga o posicionamento do artista neste período complexo que estamos passando?
Ficar parada nunca é uma opção, ainda mais quando se é artista independente.

Acho que o artista precisa se informar muito bem antes de se posicionar, eu vi muitos, até semana passada (22.03) ainda tocando ou indo em eventos ou em reuniões. Isso mostra uma falta de respeito com o que estamos vivendo e mais, uma certa ganância, pois bastam duas pessoas para o contágio acontecer.

Então o momento é de respeito com todos, devemos compreender que nem todos têm o privilégio de ficarem 1, 2, 3 meses de quarentena sem morrer de inanição e que também, quem pode ficar de quarentena não é um egoísta que só pensa nele.

O que eu vejo são todos acusando todos, quando na verdade deveriam todos fazer aquilo que podem. Acho super delicado, como artista, ficar romantizando a quarentena, ou seja: façam yoga, leiam aquele livro, etc… Quando para muitos, ficar sem trabalhar significa ficar sem comer.

Precisa haver um equilíbrio entre: passar uma mensagem de “good vibes” e respeitar seus fãs que neste momento não sabem como sobreviverão os próximos dias.

DJ MAG BRASIL: E qual a mensagem que você deixa às pessoas diante de tudo o que enfrentamos? Seja para os fãs, artistas, companheiros de trabalho… o que há de mais valioso nisso tudo?
Eu tenho pedido serenidade, paciência para todos, o pânico só vai piorar. Sei que é muito difícil ter calma, até porque, como disse na pergunta anterior, muitos não terão o que comer.

O que eu vejo de mais valioso é a gente parar para perceber o quanto estávamos levando a vida no automático, quanto tempo ficávamos preso ao trabalho e não nos dedicávamos à saúde, à família, ao famoso “il dolce far niente”.

Uma coisa que percebi, eu que sou muito apegada à minha avó, é o quanto ela está se sentindo menos só e mais amada, pois todos da família têm ligado mais para ela. Acho que é um momento para nos questionarmos: precisamos mesmo desse monte de coisas? Precisamos mesmo trabalhar tanto? No final do dia, o quê realmente importa?
DJ MAG BRASIL: Por fim, quando tudo isso passar, quais são seus principais planos enquanto artista? Obrigado!
Muito louco, pois 2 semanas antes disso tudo, eu tinha acabado de apresentar meu plano para 2020 para toda minha equipe, estava muito motivada e empolgada com a quantidade de coisas que estavam rolando.

Estou bastante consciente que para tudo isso acabar, ainda vai levar muitos meses, principalmente para a área de eventos. Então, dos meus planos para 2020, sigo com meus lançamentos de tracks, produzindo mais ainda, organizando a parte administrativa da Ella e agora, dando aulas online.

Mas quando tudo isso acabar… Meus planos são: encher minha avó de beijos, quero muito abraçar meus sobrinhos, minha mãe, irmãos, amigos e ir pro front de uma festa, depois de uma apresentação minha e abraçar meus fãs. Obrigado pelo bate-papo!


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