Quando a luz dos olhos meus, a luz dos olhos teus nos levam pra mais um momento icônico de Susana Vieira! A atriz surpreendeu ao revelar em seu depoimento para o documentário “Tributo – Manoel Carlos”, disponível no Globoplay, que já decorou textos para a novela do autor enquanto fazia sexo. Na confissão inusitada, ela detalhou o episódio e ainda fez piada com o que ocorrera.

“Isso é uma coisa muito íntima que eu vou contar, mas é verdade. Eu já me vi uma vez, de tanta neura que a gente tinha com texto do Manoel Carlos, de levar para o motel, o texto. Óbvio, estava na minha bolsa. E deixar ele em um lugar que pudesse ver se estivesse muitas horas em uma posição só ou em uma posição que ele estivesse gostando”, descreveu Susana.

A atriz explicou, então, como conseguiu decorar suas falas devido às circunstância em que se encontrava. No entanto, ela não revelou para qual novela se preparava. “Nunca mais vou me esquecer quando botei o texto na beira da cama. E eu estava numa posição lá, fazendo amor, lendo o texto porque eu não sabia aquela cena”, recordou Vieira.

“Então eu me lembro que estava tudo acontecendo aqui (o sexo), e eu ali lendo e queria virar a página. Manoel [Carlos] você me fez fazer isso”, brincou a artista, dando risada. Susana estava ao lado da também atriz, Lilia Cabral, na produção que celebra a carreira de Manoel Carlos. A inesquecível Pereirão, vulgo Griselda, de “Fina Estampa”, não segurou os risos ao ouvir a história da amiga. Assista:

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Ao longo de sua carreira, Susana Vieira estrelou quatro novelas escritas por Manoel Carlos, sendo elas: “A Sucessora (1978)”, “Baila Comigo” (1981), “Por Amor” (1997) e “Mulheres Apaixonadas” (2003). No documentário, ela também analisou as criações do autor, principalmente as vilãs da trama.

“Não tem uma atriz daqui que não queria ter sido a Helena. Mas aí eu vi que o Manoel estava me dando sempre o papel da antagonista nas novelas dele. E era bom, porque eu me sobressaía sendo a malvada. Porque essa é a genialidade que o Maneco tinha”, salientou Susana.

Lilia Cabral e Susana Vieira em documentário sobre a carreira do autor Manoel Carlos (Foto: Reprodução/Globoplay)

“Ele vai colocando a vilania dela entre linhas que você fica procurando: ‘Cadê a hora que ela pega a faca? Cadê a hora que ela mata alguém?’. Não é? A hora que ela faz um cheque e rouba alguém. Não! Ele é tão sábio, que ele vai desenhando a vilania dela (da personagem) numa frase: ‘Está me olhando por quê? Tá me achando bonita?’”, explicou Vieira.



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