Se voltarmos duas décadas, aos tempos de ouro de CDs, fitas e ainda alguns vinis, não é difícil imaginar o longo processo que esses produtos percorriam até chegar às mãos do consumidor final.

Para ser ouvido era necessário muito mais do que apenas talento, mas, felizmente, o desenvolvimento tecnológico contribuiu de maneira abundante para a democratização desse espaço. E aqui como exemplo sólido, temos a chegada de distribuidoras digitais voltadas ao nicho de gravadoras independentes.

Essa frente de atuação não apenas abriu portas para a inserção de novos artistas ao mercado, como possibilitou que todo este trabalho fosse feito de forma mais profissional, diante de uma indústria desde sempre competitiva e de grandes players.

Para além do serviço principal de distribuição, ou seja, colocar um lançamento no ar, existe o auxílio a três outros pilares essenciais para se manter firme no ramo: uma boa comunicação, uma boa promoção, e um bom gerenciamento de processos burocráticos – também vitais por trás de um trabalho criativo.

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Hoje, é comum vermos novas labels surgindo a todo momento. Ter sua própria gravadora é um sonho compartilhado por diversos artistas e, de certa forma, dar início a esse projeto não é uma tarefa difícil.

No entanto, o óbvio ainda precisa ser dito: para construir uma gravadora de nome sólido e fazer dela também uma empresa sustentável com desenvolvimento contínuo através dos anos é preciso ir além da criação de um logo e publicação de tracks nas plataformas de streaming.

Contar com uma estratégia por trás de um cronograma de lançamentos, gerar antecipação através de pré-saves, buscar contato com editores e playlisters e ter um bom processo de A&R para análise de demos são alguns pontos iniciais considerados chaves na solidificação de uma gravadora – e no qual serviços de distribuição especializados podem contribuir.

Além disso, diante da saturação do mercado, não basta apenas estar na prateleira de produtos, mas evidentemente se destacar nela. Estratégias de marketing e promoção aqui valem ouro.

E na hora de finalmente colher os frutos desse trabalho duro? Se deparar com o controle de recebimento e distribuição de royalties pode ser assustador, porém é outra tarefa fundamental, não apenas para manter a saúde financeira do selo, como também garantir que os artistas com os quais se está trabalhando estão recebendo um valor justo por suas produções.

Aqui mora talvez uma das partes mais burocráticas de todo o processo de gerenciamento de uma gravadora e na qual uma boa base de dados é essencial no amparo de tomada de decisões.

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Diante de todos os pontos apontados, é inegável que encarar o gerenciamento de uma gravadora independente de forma profissional te coloca mais facilmente em um caminho exitoso e com uma trajetória longeva.

Hoje no Brasil, em termos artísticos, indiscutivelmente somos detentores de um patrimônio criativo muito valioso para a cena eletrônica internacional e quando esses fomentadores culturais – como selos e artistas independentes – buscam uma atuação ainda mais séria, esse valor salta aos olhos de empresas gringas.

Prova disso é a parceria recentemente firmada entre a britânica LabelWorx, maior distribuidora musical independente do mundo com foco na música eletrônica, com a Get Digital, braço de distribuição da Get Physical que já vem construindo um relacionamento sólido com a cena brasileira, trabalhando com selos como Warung Recordings, Tropical Twista e drsptv, para citar alguns.

Esse tipo de movimento aproxima o país do mercado internacional e viabiliza por exemplo o acesso a grandes projetos, tecnologia de ponta e novas oportunidades para marcas nacionais conquistarem seu espaço na indústria. Torcemos para que cada vez mais os olhares se voltem aos nossos talentos brasileiros!

Confira mais de perto o trabalho da LabelWorx através do site.

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