Nizo Neto, filho de Chico Anysio, revelou que o artista não deixou bens materiais para ele. Em entrevista ao podcast “Plugado”, o ator contou que ficou apenas com documentos pessoais e que o patrimônio de Anysio não foi bem administrado. Nizo também explicou que pretende transformar o material em um livro e até adiantou qual será o título da obra.

Meu pai não deixou bens. Nada, era pra ter deixado. Tem atores que fizeram muito menos sucesso que ele e deixaram R$ 30 milhões”, contou. “O cara não deixar nada de bem material é muito estranho. Incompetência de administração. Foi muito roubado, com toda certeza. Imagina quantos produtores não passaram… Não conferia nada. Não via nada. Confiava em todo mundo. Era um péssimo homem de negócio“, apontou. Assista:

Nizo contou que a herança deixada por Chico se trata de textos da época do rádio. Ele disse que pretende transformar o material em um livro. “Então a herança que ele me deixou que eu posso dizer, fora o legado, foram pastas e pastas de textos da época do rádio. São programas de rádio maravilhosos. Você vai ler e falar: ‘Que coisa genial’. Mas você não vai morrer de rir porque são referência da época”, explicou.

Fiz uma compilação desses textos e estou aí com um papo com uma editora pra lançar esse livro, que chama ‘Francisco Anysio: O Garoto de Ouro do Rádio’, porque ele fez essas coisas com 17, 18 anos. Fiz uma compilação. Escolhi os melhores e antes de cada programa, faço um resumo do cenário da época. Ficou muito legal. Prefácio da Fernanda Montenegro, orelha do Cid Moreira. Estou pra ter uma reunião, tem uma editora grande que está muito interessada”, revelou.

Início da carreira

O ator também contou como foi crescer em meio às artes, e os primeiros passos ao lado de Chico Anysio. “Eu tenho 50 anos de carreira, comecei com nove anos de idade. Peguei a TV em preto e branco. Meu avô era um comediante nato, mas não exercia, você via ali o talento pra comédia. Acho que começava dali”, relembrou.

Continua depois da Publicidade

Em seguida, o artista descreveu a experiência de conviver com grandes artistas desde muito novo. “Um privilégio absurdo, ainda mais pra um cara da minha geração, trabalhar com esses caras que eu trabalhei na ‘Escolinha’ é uma coisa pra poucos. Foi incrível, embora pra mim é coisa mais normal do mundo, eu comecei muito pequeno com ele (Chico). Sempre fui desse mundo, não sei como seria fazer outra coisa”, confessou. Assista ao episódio completo:

Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques



Veja mais em HugoGloss

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *