Na última sexta-feira (28/7), a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou a criação do Conselho Municipal de Moda. A novidade busca retomar um calendário fashion e de varejo, além de implementar políticas de incentivo e outras ações que promovam o segmento na cidade. Para compor o grupo, foram convidados oito nomes cariocas referências na indústria. Contudo, entre elogios pela nova iniciativa, parte do público questionou a falta de pessoas negras como conselheiras.

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Na imagem com cor, Gisele Bundchen em desfile - Metrópoles
Em 2006, Gisele Bundchen desfilou para a Colcci no Fashion Rio. Uma das propostas do conselho é retornar um calendário de desfiles na cidade

Para exercer o cargo de presidente do conselho, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, escolheu o estilista Carlos Tufvesson. O foco será organizar um calendário com eventos e fazer campanhas para promover o setor de varejo. A procura por empreendedores que invistam na moda carioca também faz parte do projeto.

Entre os planos, também está a criação de políticas públicas para potencializar trabalhos e marcas ainda não consolidadas. A proposta pretende apoiar criadores independentes que têm ganhado destaque na cidade, como trabalhadores de comunidades e regiões periféricas cariocas.

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico Inovação e Simplificação do Rio, o setor atualmente integra seis mil empresas, além de empregar mais de 90 mil trabalhadores e arrecadar mais de R$ 300 milhões de ICMS. Para compor o conselho, foram selecionados integrantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e da Fecomércio, além de sete conselheiros do poder público.

Como uma forma de auxiliar com as visões a respeito da moda carioca, oito estilistas e representantes de marcas foram convidados para participar do colegiado. Lenny Niemeyer, Alessa Migani, Isabela Capeto, Marcello Bastos, Rony Meisler, Marta Macedo, Oskar Metsavaht e Thomaz Azulay compõem o time do Conselho de Moda do Rio de Janeiro.

Na imagem com cor, homem branco usa terno cinza - Metrópoles
Marcello Bastos, um dos fundadores da Farm, está no conselho

 

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Assim como a estilista Lenny Niemeyer

 

Na imagem com cor, mulher branca - Metrópoles
Outro nome a compor o time de conselheiros é a estilista Alessa Migani

 

Na imagem com cor, mulher branca posa em banheiro com roupa vermelha - Metrópoles
Referencia em terras cariocas, Isabela Capeto também recebeu o convite para participar do conselho

 

Na imagem em preto e branco, homem com cabelo ondulado - Metrópoles
Destaque na moda nacional, Oskar Metsavaht, dono da Osklen, está no time

 

Na imagem com cor, homem branco usa roupa colorida - Metrópoles
O jovem designer carioca Thomaz Azulay também faz parte do colegiado carioca

Polêmica

Nas redes sociais, parte do público celebrou a iniciativa do estado do Rio de Janeiro em criar o conselho. No entanto, a falta de pessoas negras entre os estilistas selecionados foi algo que também gerou polêmica. O jornalista Eduardo Viveiros, por exemplo, escreveu no Twitter: “Conselho de moda carioca sem uma pessoa preta envolvida é um role que já começa 20 anos desfasado”.

Outros comentários ressaltam a necessidade de trazer novas vozes do mercado para participar efetivamente das mudanças. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o setor têxtil brasileiro emprega 1,3 milhão de pessoas, 60% delas mulheres, e bateu R$ 190 bilhões de faturamento em 2021. Até o momento desta publicação, a Prefeitura do Rio de Janeiro não comentou a respeito do assunto.

PRINT DO TWITTER - Metrópoles
Na internet, comentários a respeito da falta de pessoas pretas geraram debate

 

PRINT DO INSTAGRAM - Metrópoles
Perfis apontaram a necessidade da diversidade

 

PRINT DO INSTAGRAM - Metrópoles
Entre os oito estilistas, não há nenhuma pessoa negra

 

 

PRINT DO INSTAGRAM - Metrópoles
O debate se intensificou na web, que cobrou por mais representatividade 

A criação de um conselho de moda é pertinente para criar medidas de fomento à indústria fashion. A cidade do Rio de Janeiro é um das principais vitrines do Brasil para o mundo. Porém, iniciativas do segmento nos dias atuais devem ser acompanhadas pela representação das multiplicidades e narrativas que cercam a sociedade.

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