Dentro de um contexto social, Zé Pilintra é uma das entidades das religiões afro-brasileiras mais conhecidas, visto que por vezes até mesmo quem não se identifica com a religião está familiarizado com seu nome.

Se manifestando em uma visão urbana, Pilintra é um Malandro – como chamam dentro da religião – que entende e protege o povo de injustiças modernas, compartilhando sua sabedoria e os guiando por caminhos abertos com ginga, alegria e lealdade.

Diante dessa breve apresentação é possível compreender que a entidade
traz uma fusão de sociedade, cultura e espiritualidade.

E, é sob essa
premissa que se apresenta o primeiro single da trilogia de Zeo e Pérola, que faz referência a Umbanda, religião a qual pertencem.

A faixa que abre essa jornada é “Eu Menti Pra Ela Zé / Eu Ando Triste Ô Zê”, que traz letra de um ponto – cântico entoado nas giras – de autoria de Larissa Batista.

Cantado por Pérola, os versos soam como um desabafo a Zé Pilintra, sobre a perda de um relacionamento amoroso. Uma conversa íntima e que será entendida pela entidade, que é conhecida por ser galanteadora, ou seja, viveu e sabe bem como é esse sentimento. Enquanto isso, na melodia, Zeo e Pérola unem forças e experiências musicais e religiosas, para trazer toda a significância da letra.

Com texturas afro-brasileiras e instrumentos como berimbau, agogô, congas e atabaques, a dupla trouxe a inspiração da musicalidade nacional, mas mesclando com beats do R&B, afrobeats e synths resultando em uma riqueza rítmica, uma composição marcada por camadas, que muitas vezes se desconstroem para compor uma nova base rítmico-melódico.

“Eu Menti Pra Ela Zé / Eu Ando Triste Ô Zê” chegou às plataformas no dia 07 de julho, assinada pela Zero Gravity, assim como as faixas que dão sequência a essa trilogia, que estão agendadas para os próximos meses. Ouça:


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