Nesta quarta-feira (2), a Justiça da Espanha acusou formalmente Daniel Alves pelo crime de agressão sexual contra uma mulher em uma boate em Barcelona. Com a decisão, o ex-lateral da seleção brasileira se tornou réu no caso e irá a julgamento previsto para o fim do ano.

O jogador afirmou perante a juíza que não concordava com seu indiciamento. Daniel, entretanto, comunicou a decisão de não recorrer porque quer “agilizar” o processo para o julgamento acontecer o mais rápido possível.

O futebolista compareceu por cerca de 15 minutos diante da titular do tribunal número 15 de Barcelona, quando foi informado do seu indiciamento por agressão sexual com acesso carnal. A juíza deu a oportunidade para Daniel falar pela última vez antes de enviar o caso a julgamento. De acordo com o r7, ele fez uma breve declaração para discordar das acusações.

Daniel Alves disse que quer ir a julgamento o mais rápido possível. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Alves está em prisão preventiva desde janeiro, quando foi ouvido pela polícia pela segunda vez e se contradisse. O julgamento deve acontecer no fim deste ano e o jogador brasileiro seguirá preso no mesmo presídio nos arredores de Barcelona, sem direito a fiança. A magistrada declarou que encontrou evidências de irregularidades por parte do brasileiro, que disse ter feito sexo consensual com a mulher que está acusando ele de estupro.

Daniel mudou sua versão pelo menos três vezes. Quando falou sobre o caso pela primeira vez em um programa de TV da Espanha, o baiano afirmou que não conhecia a mulher. Já quando estava preso, em abril deste ano, ele declarou para juíza que manteve relações consensuais sem penetração.

O atleta justificou a mudança nas versões dizendo que mentiu em um primeiro momento para ocultar a relação extraconjugal da esposa, a modelo Joanna Sanz, que posteriormente pediu a separação. Na versão mais recente, ele reconheceu que houve penetração, mas insistiu que foi com o consentimento, o que a denunciante negou.

Na Espanha, denúncias de estupro são investigadas sob a acusação geral de agressão sexual. As condenações podem levar a penas de 4 a 15 anos de prisão. Segundo a imprensa local, ele vai precisar pagar € 150 mil, cerca de R$ 784 mil, para cobrir os eventuais danos e prejuízos. No entanto, essa essa quantia não pode ser usada para ele sair em liberdade condicional.

Relembre o caso

Daniel Alves foi detido no dia 20 de janeiro deste ano, na Espanha, após ser acusado de assédio sexual. Segundo a denúncia, que está na Justiça da Catalunha, uma mulher de 23 anos alegou que foi assediada sexualmente pelo jogador durante uma festa em Barcelona, no dia 30 de dezembro de 2022.

O site El Taquigrafo informou que as câmeras de segurança do local registraram a vítima indo ao banheiro às 4h22 e sendo seguida por Daniel segundos depois. Neste ambiente já não havia câmeras de segurança. Em depoimento, a vítima detalhou o incidente: no dia 30 de dezembro de 2022, ela estava na boate Sutton, em Barcelona, quando o grupo do qual fazia parte recebeu um convite para entrar numa área VIP.

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No local, ela e os acompanhantes foram levados até a mesa onde estava Daniel Alves, a quem a vítima inicialmente não reconheceu. Um grupo de amigos do jogador os apresentaram. A denunciante relatou à Justiça espanhola que ela e Daniel Alves dançaram juntos até que o jogador “levou várias vezes a mão dela até seu pênis, que ela retirou assustada“.

Por volta das 4h30 da madrugada, ele teria pedido que ela o seguisse até uma porta. A entrada seria de um banheiro, onde o jogador teria cometido o crime. A vítima alegou que teria tentado sair do banheiro, mas foi impedida. Alves então a teria penetrado de maneira violenta até ejacular, antes de sair do banheiro. A mulher, por sua vez, saiu na sequência e depois contou o que aconteceu a uma amiga.

Quando a segurança do estabelecimento foi informada, o lateral já havia deixado a boate. A vítima foi levada a um hospital imediatamente para fazer exames, que constataram que o DNA de Alves estava no corpo dela. Dois dias depois, ela denunciou Alves à polícia. Entretanto, desde o início do caso, a juíza afirma que “há provas suficientes” para a condenação do jogador.

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