O corpo do cantor Tim Maia, morto em 1998, poderá ser exumado pela segunda vez. Segundo informações do jornal O Globo, o Serviço de Perícias Genéticas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro afirmou em documentos que a possibilidade de exumação é real e necessária, por conta de um pedido de reconhecimento de paternidade na Justiça. 

O caso é de um homem que abriu no TJ-RJ um processo para tentar comprovar que é filho do artista. Ele alega que sua mãe, que também era dançarina, viveu um relacionamento com Tim. O DNA do cantor já foi recolhido uma vez, em 2012, em outro processo semelhante, envolvendo uma jovem que alegava ser filha dele. O resultado do exame não indicou parentesco entre os dois.

O coreógrafo Rodrigo Rezende, o homem que alega ser filho do cantor, gostaria que fosse utilizado o material genético já retirado de Maia na primeira vez. No documento, os representantes do coreógrafo dizem não existir motivos para uma nova exumação. Segundo a advogada Maria Inês, o material genético do cantor poderia ser encaminhado ao novo laboratório. 

Tim Maia morreu no dia 15 de março de 1998. (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

O Rodrigo é beneficiário da justiça gratuita. Ele não paga para fazer esse exame. Quem paga é o Tribunal, que pagava para a UERJ“, explicou a advogada ao O Globo. “O genoma do Tim Maia já foi decifrado pela UERJ e confirmado pela UFRJ. Eu peço para pegar aquilo que já foi decifrado, decifrar o do Rodrigo e comparar. A situação é bastante simples“, finalizou. 

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No entanto, o laboratório da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), responsável por esse tipo de exame, foi encerrado em 2018. Por isso, seria necessária a nova exumação, com coleta de material genético a ser encaminhado a um laboratório particular.



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