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Conheça o novíssimo Claxy, duo que traz muita experiência na bagagem

Conheça o novíssimo Claxy, duo que traz muita experiência na bagagem

Conheça o novíssimo Claxy, duo que traz muita experiência na bagagem

Clara Valente e Gui Gautreaux falam sobre o surgimento e a essência do projeto.

via Assessoria de Imprensa

“Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil”, a música escrita por André Filho — que também virou marchinha de carnaval e Hino do Rio de Janeiro — com poucas palavras já diz muito: o Rio é uma cidade que inspira. E foi justamente a diversidade cultural presente na cidade que fez florescer a veia artística de Clara Valente e Gui Gautreaux, artistas que após muitas experiências com outros projetos, formam hoje o duo Claxy.

Trazendo referências da MPB para dentro da música eletrônica numa abordagem autoral e bastante expressiva, Claxy é fruto da constante evolução da dupla que hoje possui alguns objetivos bem claros com o projeto: a ideia é passar mensagens de reflexão e contentamento, sons leves e profundos, brincando com a dualidade da força e delicadeza, melancolia e alegria.

O ano de 2021 chegou repleto de novidades e nós trazemos algumas delas para você agora mesmo neste bate-papo exclusivo com o duo:
DJ Mag Brasil: Clara, Gui, obrigado por aceitarem essa entrevista! Vamos voltar ao passado e falar um pouco de como vocês entraram no universo musical? Qual foi o momento-chave da vida de vocês que os colocou dentro da música?
Clara: Obrigada vocês! Eu tinha treze anos e fazia aula de violão. Adorava música, mas como hobbie. E veio uma primeira apresentação. Foi naquele palco, tocando e cantando, que percebi que queria fazer isso pro resto da vida. Saí da apresentação decidida e nunca mais mudei de ideia.

Gui: Quando criança acompanhava minha mãe nos desfiles de moda que ela produzia no RJ dos anos 90. As noites eram dedicadas para preparar as trilhas sonoras. Ela sempre me levava. Não tinha com quem me deixar. E anos depois essa semente musical desabrochou na adolescência e não parou mais de crescer.
DJ MAG BRASIL: Em um passado não muito distante, Claxy ainda não existia, mas tínhamos Clara Valente. Em que momento essa transformação ocorreu e por que? Quais as principais diferenças ou até mesmo semelhanças entre estes dois projetos?
Claxy: Clara Valente era o projeto solo da Clara. O Gui na época era ainda advogado e participava nas horas vagas. Mas em 2013 o Gui largou o Direito de vez para se dedicar 100% à música. Essa transformação começou a acontecer ali. A princípio o projeto Clara Valente tinha uma sonoridade mais orgânica e acústica de MPB e foi se adaptando e ganhando influências eletrônicas e do mundo pop que o Gui trouxe.

Até que, em 2017, quando fomos morar na Alemanha, ficou claro que éramos um duo e não mais um projeto solo. A principal semelhança musical é a voz da Clara e as melodias. É a melodia que move a nossa alma e acolhe nossos ouvidos! A principal diferença são as texturas e ambiências que exploramos no Claxy como um duo de eletrônica. No final das contas são estilos bem diferentes.
DJ MAG BRASIL: Por algum tempo vocês também moraram na Alemanha e puderam banhar o público europeu com a nossa deliciosa MPB. Como vocês enxergam a aceitação desse estilo por lá? A ideia é também voltar à Europa com o projeto Claxy e reapresentar essa nova identidade de vocês por lá?
A gente continua morando na Alemanha a maior parte do ano. Desde 2017, ficamos por lá de abril a dezembro e por aqui de janeiro a março. Tentamos aproveitar o melhor dos dois países. =) Fomos super bem recebidos pelos alemães desde o início com o nosso projeto de MPB. Nossa leitura sobre essa aceitação é que quando há excelência na entrega, os alemães respeitam o que você faz. Isso gera um genuíno interesse deles pelo diferente, acreditamos que isso nos ajudou muito nos primeiros anos.

E já no ano passado fizemos alguns shows do Claxy para testar as músicas novas. O feedback superou bastante nossas expectativas. Várias pessoas vinham nos dizer que ficaram muito emocionadas e tal… Isso foi uma confirmação simbólica para continuar produzindo as faixas novas nessa direção. Ficamos muito felizes e gratos.

DJ MAG BRASIL: Imaginamos que essa mudança de país também tenha causado impacto na música que vocês criam… tem como “separar” o que é Brasil e o que é Alemanha no som de Claxy?
Totalmente! E essa mudança se deu não só na música. Nós mudamos muito também! Como indivíduos e como casal. As melodias, o português, a polirritmia estão definitivamente calçados em nossa herança brasileira. Já aquele kick “floor on the floor”, as ambiências que exploram os sentidos e a simplificação elegante e contundente das ideias são frutos legítimos e bem-vindos dessa absorção da cultura alemã. Para nós, é um encontro lindo que se completa.
DJ MAG BRASIL: E como a quarentena afetou o processo criativo de vocês, o modo como viam e entendiam música? Qual foi o grande aprendizado que vocês tiraram dessa situação?
Curiosamente, a quarentena acabou sendo muito positiva para nós. Foi durante aqueles meses que a sonoridade do Claxy surgiu. Todos os nossos shows de 2020 foram cancelados. Não podíamos nos encontrar com ninguém. Esse isolamento foi imposto, não escolhido. Então escolhemos passar a quarentena inteira produzindo música, pesquisando referências de todas as artes, estudando síntese modular e mixagem moderna.

Lembramos de histórias como da J. K. Rowling, por exemplo, que alugou 6 meses de uma suíte de hotel na mesma cidade em que morava para terminar a saga do Harry Porter. Esses exemplos sempre nos inspiram! Há vezes que a gente precisa minimizar as distrações, aumentar o foco e praticar a paciência para se superar. Foi isso que fizemos. O resultado veio. A receita é simples, né?! Mas ninguém aqui está dizendo que seja fácil [risos].

DJ MAG BRASIL: Recentemente acabou de chegar no Beatport o primeiro lançamento oficial do Claxy, Out Of Veil, assinado pela Natura Viva. Nos falem um pouco mais sobre este trabalho e o que ele representa pra vocês?
Out of Veil significa “sem o véu” e escolhemos esse nome pois as faixas falam muito da nossa personalidade. É a gente se despindo para o mundo em forma de música. Tem uma narrativa ali que fala de início, meio e fim. ‘Dancing Eyes’ narra o dia que eu e Gui nos conhecemos, estávamos numa festa e ele não conseguia parar de me olhar. A ‘Lemniscata’ é o nome do símbolo do infinito. Representa uma vida que se desenvolve a dois. ‘Oblivion’ representa o fim de um tempo, de um relacionamento ou mesmo de uma vida. É a hora da partida.



Por fim, quais outras novidades já podem ser adiantadas? Vocês já estão com algum show confirmado para este ano? O que podemos esperar de Claxy nos próximos meses? Obrigado!!

Vamos lançar (pelo menos) mais um EP esse ano também pela Natura Viva! E temos shows previstos na Alemanha, mas tudo vai depender das vacinas e do desenrolar da pandemia durante o verão europeu. De qualquer forma, estamos com um repertório que curtimos muito e queremos fazer lives para compartilhar. Fizemos poucas até hoje… Afinal, excesso de foco também tem seu lado negativo. Hehehe!

Obrigado mesmo à DJMag por nos ouvir. Beijos e até mais!


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